Leite foi o vilão da cesta básica do brusquense no último mês

Produto apresentou alta de 13,60%, seguido do arroz e do feijão, que se mantiveram na lista dos que sofreram variação mensal alta

O preço do litro de leite pesou um pouco na mesa do trabalhador e da trabalhadora brusquense. É o que demonstra a Pesquisa da Cesta Básica, realizada pelo Fórum das Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e Região (Fórum Sindical) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e com o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis (Sintrafite). Com variação mensal de 13,60%, o produto lidera a lista dos 13 alimentos que mais subiu no último mês, seguido do arroz (6,02%) e do feijão (4,93%), que já haviam apresentado alta no mês de janeiro.
Já o preço do quilo da batata e do tomate ficou 17,99% mais barato nas gôndolas dos supermercados da cidade. O pão vem na sequência, apresentando uma baixa de 9,34% no preço do quilo e o óleo de 3,20% no valor do litro.

No total, a cesta Básica no município apresentou um custo de R$ 608,36, uma redução de 2,69% se comparada ao mês de janeiro, quando o conjunto de itens básicos para consumo de uma pessoa adulta, resultou em R$ 625,20. Os R$ 608,36 representam 50,51% do valor do salário mínimo nacional líquido, que é de R$ 1.204,35.

“Tivemos uma queda no valor, porém, ainda é muito alto o custo dos alimentos na mesa do trabalhador. Brusque está na 14ª posição como cesta básica mais cara do Brasil, dentro das 18 cidades, sendo 17 delas capitais, onde o DIEESE realiza a pesquisa. Isso que estamos falando no valor de itens básicos para uma pessoa adulta, mas sabemos que não é só isso que o trabalhador tem de despesas. Temos a questão da moradia, da saúde, medicamentos, educação, enfim, para uma família, este valor se multiplica algumas vezes”, ressalta o diretor do Sintrafite, Joel Rodrigues dos Santos, que realiza a coleta dos preços mensalmente no município.

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 779,38), seguida de Florianópolis (R$ 746,95), do Rio de Janeiro (R$ 745,96) e de Porto Alegre (R$ 741,30). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 552,97), Salvador (R$ 596,88) e João Pessoa (R$ 600,10).

Com base na cesta mais cara, que, em fevereiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em fevereiro de 2023, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.547,58, ou 5,03 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.302,00. Em janeiro, o valor necessário era de R$ 6.641,58 e correspondeu a 5,10 vezes o piso mínimo.

Salário mínimo será de R$ 1.320 a partir de maio

O salário mínimo deve ser reajustado para R$ 1.320 a partir de 1º de maio, Dia do Trabalhador, um aumento de 1,3% em relação aos atuais R$ 1.302. Sem uma política de valorização permanente desde 2019, o piso é negociado ano a ano entre Poder Executivo, Congresso Nacional e centrais sindicais durante a discussão do projeto de lei orçamentária. Mas quatro matérias em tramitação no Senado buscam definir critérios objetivos de correção, que preservem o poder aquisitivo do trabalhador.

O projeto mais recente (PL 1.231/2022) é do senador Paulo Paim (PT-RS). O texto define um valor base de R$ 1,3 mil para o salário mínimo em 2023, mais um fator de correção que seria aplicado ano a ano. De acordo com a proposta, neste ano os trabalhadores teriam direito a um aumento adicional correspondente ao dobro da variação real positiva do produto interno bruto (PIB) acumulada em 2022.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta um crescimento de 3,1% no PIB de 2022. Com base nessa previsão, o valor do salário mínimo, de acordo com o projeto de Paulo Paim, seria de R$ 1.380,60 em 2023. O valor é 4,5% superior aos R$ 1.320 que serão pagos a partir de maio.

A proposta prevê outro critério de correção a partir de 2024. O piso seria reajustado pela inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor — INPC) dos últimos 12 meses mais o dobro do crescimento do PIB do ano anterior.

O projeto cria alguns anteparos para o caso de variação nula ou negativa dos fatores de correção. Se o INPC não crescer, por exemplo, o mínimo é corrigido apenas pelo dobro do PIB. Se, por outro lado, o país não crescer, o reajuste se dá apenas pela inflação. Caso não haja variação positiva nem do INPC nem do PIB, o trabalhador recebe pelo menos 1% de aumento em relação ao piso do ano anterior.

“É inegável o baixo valor atual do salário mínimo. O trabalhador brasileiro merece ter uma política de valorização definitiva, que seja uma política de Estado, não sujeita à vontade dos governantes”, argumenta Paim na justificativa do projeto. O texto ainda não foi distribuído para as comissões permanentes do Senado.

‘Capacidade de consumo’

O senador Irajá (PSD-TO) é autor do PL 2.618/2019, que aguarda designação de relator na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). De acordo com o projeto, o salário mínimo deve ser corrigido anualmente pelo INPC, a menos que o índice seja negativo.

Além da recomposição da inflação, o texto assegura um critério de aumento real que deve ser aplicado ao piso durante pelo menos dez anos. O trabalhador teria direito a um reajuste de pelo menos 6% ao ano ou à variação do PIB de dois anos antes — o que for maior. Após dez anos, o Poder Executivo pode alterar o critério de correção, desde que mantenha tanto a recomposição da inflação quanto o critério de aumento real.

“Ao mesmo tempo em que a concessão de reajustes acima da capacidade econômica das empresas pode acarretar danos ao país, a valorização insuficiente do salário mínimo também tem o potencial de ocasionar importante prejuízo à capacidade de consumo da população, o que, por sua vez, propicia reflexos substancialmente negativos às próprias empresas e à recuperação econômica nacional”, afirma Irajá.

‘Importância vital’

A terceira proposta é do senador Eduardo Braga (MDB-AM). O PL 3.137/2019 prevê uma política de valorização do salário mínimo com duração de quatro anos. De acordo com o texto, os trabalhadores teriam direito a uma correção equivalente à taxa de crescimento do PIB per capita de dois anos antes.

O PIB per capita é calculado pela divisão do valor nominal do PIB pelo número de habitantes do país. O índice mede quanto caberia a cada um dos brasileiros se todos recebessem partes iguais dos bens e serviços produzidos durante um ano. Em 2021, último dado disponível, o PIB per capita registrou alta de 3,9% em relação a 2020.

O projeto aguarda designação de relator na CAE. Para Braga, o texto propõe “um meio termo” que leva em conta “os diversos interesses e posições”. “O salário mínimo no Brasil tem uma importância vital como regulador do mercado de trabalho e da própria economia. Buscamos o estabelecimento de um índice cuja variação seja mais branda e, ao mesmo tempo, mais próxima dos reais ganhos de produtividade do trabalho, já que o aumento do PIB per capita passa a ser balizado pelo crescimento populacional”, explica o senador.

‘Momentos de crise’

O projeto mais antigo em tramitação no Senado (PL 605/2019) foi apresentado por seis parlamentares do PT: os senadores Humberto Costa (PE), Jaques Wagner (BA), Paulo Paim e Rogério Carvalho (SE), além de Paulo Rocha (PA) e Jean-Paul Prates (RN), que estão fora de exercício. Segundo os autores, o texto protege o trabalhador dos reveses na economia.

A proposta prevê a correção do piso pela variação anual do INPC. Além disso, durante quatro anos, os trabalhadores teriam direito a um reajuste equivalente ao crescimento do PIB de dois anos antes. O projeto assegura aumento real de pelo menos 1%, caso o país não registre incremento na economia.

“O projeto prevê um ganho real mínimo de 1% para o salário mínimo todos os anos, para que o trabalhador não deixe de ter aumento real em momentos de crise. Deve-se observar que, justamente nos momentos de crise, é necessário aumentar o salário para que haja um aumento da demanda agregada via consumo e a economia volte a crescer”, argumentam os autores na justificativa do projeto. A matéria aguarda relator na CAE.

Fonte: Agência Senado

Arroz e feijão ficaram mais caros na mesa do brusquense

Na pesquisa da Cesta Básica, alimentos apresentaram maior variação mensal no último mês

O preço do arroz e do feijão ficou mais caro na mesa dos trabalhadores brusquenses no último mês. É o que aponta a Pesquisa da Cesta Básica, realizada pelo Fórum das Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e Região (Fórum Sindical) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e com o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis (Sintrafite).

O feijão foi o alimento que apresentou a maior variação mensal em janeiro, ficando 19,97% mais caro o preço por quilo. Depois dele, vem a batata, com variação de 14,55% e em terceiro lugar na lista dos produtos que ficaram mais caros, está o arroz, com variação mensal de 10,18%.

O custo dos 13 itens que compõem o conjunto de alimentos básicos, para uma pessoa adulta consumir durante o mês, ficou em R$ 625,20 em janeiro, uma queda de 1,71% comparado ao valor da cesta básica do mês de dezembro, que ficou R$ 636,10.

Na lista dos mocinhos, ou seja, dos alimentos que apresentaram queda no preço no último mês, estão a banana (-15,96%), o tomate (-12,18%), o açúcar (-4,40%) e o leite (-4,34%). O pão também apresentou queda de 4,22% e representa um valor significativo no total da cesta básica, que prevê um consumo de seis quilos por mês para uma pessoa adulta.

Conforme os dados da pesquisa, a cesta básica de janeiro representou o equivalente a 51,92% do Salário Mínimo Nacional Líquido, que atualmente é de R$ 1.204,25. O custo da Cesta Básica de Brusque ocupa a 13ª colocação, entre as 18 cidades brasileiras nas quais o Departamento realiza a pesquisa, lembrando que 17 delas são capitais.

De acordo com a presidente do Sintrivest e coordenadora do Fórum Sindical, Marli Leandro, é muito importante que a classe trabalhadora tenha essas informações, que saiba qual é o custo de uma cesta básica para si e para sua família. “Tendo esse número, o trabalhador vai fazer cálculos e comparar com o salário que recebe. Qual é a média salarial da nossa cidade e o percentual que uma pessoa gasta de alimentação básica? É uma conta que precisa ser feita, como também uma maior conscientização de todos sobre a valorização salarial”, complementa.

 

 

Sintrivest participa de reunião do Fórum Sindical que define luta por piso mínimo unificado de R$2.000,00 para todas as categorias em 2023

Aumento real de salários e cesta básica também estão entre as reivindicações que serão tratadas igualmente pelos sindicatos em suas negociações coletivas
O Sintrivest participou, por meio de sua presidente Marli Leandro e seu tesoureiro José Gilson Cardoso, da reunião do Fórum das Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e Região (Fórum Sindical), que definiu a luta por um piso mínimo unificado para as categorias representadas pelos sindicatos de trabalhadores integrantes do grupo, de R$ 2.000,00, neste ano de 2023.

O valor foi levantado durante a primeira reunião do Fórum, realizada na tarde de segunda-feira, 13 de fevereiro, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Brusque (Sintrafite).

Marli Leandro, que também é coordenadora do Fórum Sindical, explica que desde o ano passado o grupo tem realizado debates a respeito de trabalhar de forma unificada algumas reivindicações, em suas campanhas salariais. “Até porque vivemos neste município, na região, cujo custo de vida dos trabalhadores é o mesmo, então nada mais justo do que trabalharmos esta pauta específica da questão salarial. Nós elencamos três pontos para trabalharmos de forma conjunta, em especial este, do piso salarial de R$ 2.000,00 às categorias que hoje têm um piso inferior; além disso, vamos reivindicar o aumento real dos salários e uma cesta básica aos trabalhadores e trabalhadoras”, enfatiza.

Atualmente, cada categoria tem um piso salarial diferente no município de Brusque e região. Com uma pauta unificada, os dirigentes sindicais que compõem a base do Fórum Sindical, devem levar às rodadas de negociações, com os sindicatos patronais, as três reivindicações.

“Hoje, cada sindicato possui sua data base, que é aquele mês destinado à correção salarial e à discussão e revisão das condições de trabalho fixadas na Convenção Coletiva. Alguns sindicatos, coincide de ser no mesmo mês, de qualquer forma, nosso compromisso firmado na primeira reunião do ano, é o de apresentar estas reivindicações e lutar pela conquista delas aos trabalhadores de cada categoria”, reforça Marli.

Participação dos trabalhadores

A coordenadora do Fórum Sindical ressalta ainda, a importância da participação dos trabalhadores e trabalhadoras nas assembleias e debates promovidos pelos sindicatos, ao longo do ano, que dizem respeito às campanhas salariais. “É de fundamental importância a participação dos trabalhadores. São eles que aprovam, em assembleia, o percentual de reajuste, o aumento do piso, as cláusulas sociais, ou seja, tudo o que faz parte do rol de reivindicações, que levamos para a mesa de negociação com o sindicato patronal. E todos os sindicatos levam um rol bastante extenso, a cada ano. Infelizmente, em muitos momentos, pouco conseguimos negociar, além de uma reposição de INPC, inflação. E isso se dá também diante de uma pouca participação da classe trabalhadora. A força do sindicato é formada por todos os trabalhadores. Quanto mais pessoas buscando, lutando, participando e reivindicando, isso se refletirá na mesa de negociação. Então esperamos que os trabalhadores se conscientizem e entendam a importância de estar conosco na luta, neste ano de 2023”, complementa.

 

Diretoria do Sintrivest define eventos e ações para o primeiro semestre de 2023

Dentre os eventos está o Desfile das Costureiras, comemorativo aos 10 anos da ação em Brusque, que reúne profissionais da região

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sintrivest) reuniu-se na tarde de segunda-feira, 6 de fevereiro, para a definição dos eventos e ações que serão realizados no primeiro semestre de 2023. O encontro também contou com momento para análise do setor nos municípios de atuação do sindicato, Brusque, Guabiruba e Botuverá.

Dentre os eventos para este semestre, o primeiro está voltado às mulheres do setor, alusivo ao Dia Internacional da Mulher, que deve ser realizado no dia 11 de março. Já no mês de abril, o Sintrivest realiza, no dia 25, Assembleia de Prestação de Contas, um momento importante em que o sindicato reúne os associados e associadas para apresentar os investimentos e receitas do ano anterior. O mês de maio reserva dois eventos significativos: Integração com as mães vestuaristas, no dia 6 de maio; e o tradicional Desfile das Costureiras, no dia 26 de maio, ocasião em que serão celebrados os 10 anos desta ação no município de Brusque.

A presidente do Sintrivest, Marli Leandro, ressalta que todos estes eventos fazem parte do calendário do sindicato há muitos anos e, desta forma, são muito esperados pelos associados e associadas. “Nosso intuito é realizar ações para aproximar, cada vez mais, os trabalhadores da categoria, do sindicato. Estes eventos têm este propósito, de trazer informação, de unir, de valorizar a categoria vestuarista, tão importante às cidades de Brusque e região. Todos os diretores foram unânimes quanto aos eventos neste primeiro semestre e já deixamos o convite aos nossos associados e associadas para prestigiarem”, enfatiza.

Sintrivest distribui material escolar a associados até 3 de fevereiro

Cerca de 1.500 kits foram disponibilizados aos associados e dependentes em idade escolar

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sintrivest) deu início na última semana, à distribuição de kits de material escolar aos associados e associadas que ainda estudam, e aos seus dependentes em idade escolar. Neste ano, 1.500 kits foram montados pelo sindicato, contemplando todas as faixas etárias escolares e serão distribuídos na sede do sindicato, até o dia 3 de fevereiro.

A presidente do Sintrivest, Marli Leandro, ressalta que o benefício da entrega do material escolar é concedido aos associados há mais de 20 anos e contempla itens básicos da lista solicitada pelas escolas.

“Percebemos ao longo dos anos que este benefício é muito importante, porque ajuda, neste momento de início das aulas, na questão do orçamento familiar. É um valor que as famílias não precisarão dispensar para este fim, podendo usar este recurso em outras demandas. Temos recebido diversos associados e associadas, que nos informam a relevância que tem estes kits de material escolar para a família. Atualmente, por conta de toda carestia, do alto custo de vida, pelas despesas maiores de início de ano, ficamos satisfeitos por promover esta distribuição e contribuir com o orçamento dos trabalhadores. Temos famílias com dois, três filhos, mas outras com quatro, cinco filhos em idade escolar. Se cada criança recebe o seu kit, isso acaba dando uma ajuda muito importante. É por isso que mantemos todos esses anos o benefício da entrega do material escolar e queremos continuar”, revela.

A associada Nádia Pereira dos Santos é mãe de três filhos e garantiu os kits de material escolar do Sintrivest para as crianças. “É um benefício muito importante, porque assim posso utilizar o valor que gastaria comprando tudo isso, em outras necessidades que meus filhos têm. É muito bom poder contar com esta ajuda do sindicato a cada ano”, comenta.

Nos últimos meses de 2022 o Sintrivest fez o investimento na compra dos materiais escolares e mobilizou sua equipe na montagem dos kits, direcionados aos estudantes a partir da educação infantil, até o ensino superior. Cada kit contém materiais específicos, utilizados em cada faixa etária.

 

Quem pode retirar o kit

Têm direito ao benefício os associados e associadas que ainda estudam, como também seus dependentes em idade escolar.

Para fazer a retirada do kit é necessária a apresentação dos seguintes documentos:  carteirinha de sócio em dia e comprovante de matrícula caso o material seja para o próprio associado. Para os dependentes em idade escolar, não é necessário comprovante de matrícula ou lista de materiais.

 

A distribuição de material escolar será realizada até o dia 3 de fevereiro, nos horários de funcionamento da sede do sindicato em Brusque: de segunda-feira à sexta-feira das 8h às 12h e das 13h30 às 18h, ou por agendamento, através do telefone 3351-1373.

“Lembramos ainda que se algum associado não fez sua carteirinha do sindicato, pode fazer no mesmo dia e retirar o material”, complementa a presidente do Sintrivest.

 

Serviço

Entrega de Material Escolar aos Associados Sintrivest

Até 3 de fevereiro

Na sede do Sintrivest

Av. Arno Carlos Gracher, 323 (Beira Rio)

Brusque

Das 8h às 12h e das 13h30 às 18h

 

Entrega de kits de material escolar para associados

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Guabiruba (Sintrivest) realiza entre os dias 17 de janeiro de 2023 a 3 de fevereiro, a entrega dos kits de material escolar.

Associado: programe-se para a retirada em nossa sede.
Mais informações: (47) 3351-1373.

Sintrivest comemora 40 anos de fundação

Prédio do trabalhador vestuarista, inaugurado em 2009, representa a força da categoria

Na noite do dia 26 de outubro, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Bordados, Couro, Calçados e Similares de Brusque e Guabiruba (Sintrivest) comemorou seus 40 anos de fundação. A solenidade, que reuniu lideranças sindicais e trabalhadores vestuaristas, também foi marcada por um coquetel e uma live com o sorteio de presentes, encerrando a promoção de aniversário da entidade.
Fundado em 26 de outubro de 1982, o Sintrivest tem sua trajetória formada por lutas e conquistas que vão além da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e que reforçam seu compromisso genuíno de defender os interesses da classe trabalhadora. “Passamos por momentos de turbulência mas, com coragem, superamos todos os tipos de desafios. O que nos move é a essência e a história do movimento sindical que, pela união de sua categoria, alcança melhores condições de trabalho e de salário para todos”, afirma a atual presidente do Sintrivest, Marli Leandro.

Lideranças prestigiam o evento
O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fetiesc), Idemar Antônio Martini, fez questão de prestigiar o evento. Ele, que já estava envolvido no movimento sindical, acompanhou a fundação do Sintrivest, em Brusque. “É um imenso prazer rememorar esta luta, especialmente pela grandeza que o sindicato alcançou nestes 40 anos de história. O compromisso que seus dirigentes têm pelos trabalhadores vestuaristas é algo que nos enche de orgulho. Hoje, no entanto, reforçamos essa atuação, em busca do equilíbrio da sociedade e de uma melhor distribuição de renda para todos”, afirma.
O presidente do Departamento de Fiação, Vestuário e Tecelagem da Fetiesc, Valmor de Paula, também reconheceu o trabalho do Sintrivest, especialmente na gestão responsável dos recursos, que permitiu a construção do prédio próprio da entidade. “São 40 anos de luta e de renúncia que merecem ser enaltecidos. E o sindicato de Brusque ainda faz justiça à categoria, ao manter em sua presidência uma mulher, já que o setor é formado em 80% por trabalhadoras”, ressalta.
Representando o Fórum das Entidades Sindicais de Brusque e a Nova Central Sindical de Santa Catarina, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (Sintricomb), Izaias Otaviano, também fez uso da palavra. “É motivo de alegria conversar com os companheiros e conhecer este passado de glória. Também nos enche de satisfação acompanhar o trabalho que hoje é desenvolvido, pautado nas necessidades da categoria”, pontua.
Associação dos Profissionais nas Indústrias do Vestuário de Brusque
A história do Sintrivest nasceu do envolvimento de trabalhadores e trabalhadoras vinculados, em sua grande maioria, à indústria Irmãos Krieger S/A, uma potência econômica sediada em Brusque, por volta de 1980. Boa parte das pessoas que formaram a primeira diretoria da entidade, empossada em 13 de março de 1983, eram colaboradores da empresa.
“Tinha 18 anos e vivia em uma ditadura militar. Em 1978 comecei a trabalhar na Krieger e o que mais ouvia do meu encarregado era a necessidade de pedir um aumento de salário, porque ganhávamos pouco”, lembra o atual tesoureiro do Sintrivest, que também já foi presidente da entidade, José Gilson Cardoso.
A primeira instalação do Sintrivest foi em uma sala alugada, na Rua Adriano Schaeffer, 58. Ali, o atendimento acontecia de segunda a sexta-feira, no período da tarde.
Já no início da década de 1990 o sindicato conquistou sua primeira sede própria, na Rua Hercílio Luz, quando intensificou sua atuação social e assistencial, desenvolvida até hoje.

Base feminina
Desde 1987 a atual presidente do Sintrivest, Marli Leandro, é associada ao sindicato. Mas, apenas em 1989 ela passou a integrar a diretoria da entidade, tornando-se, em 2002, a primeira mulher à frente da instituição.
“São cinco mandatos consecutivos, que demonstram o quanto nós, mulheres, temos competência e somos aptas para ocupar os espaços de poder e decisão. Tive a oportunidade de me capacitar junto ao movimento sindical e passei por diversas formações ao aceitar este desafio”, recorda a presidente.
Para ela, a resistência da mulher trabalhadora e sua expressão, através do movimento sindical, é uma forma de quebrar tabus. “Muitos sindicatos, ainda hoje, são liderados por homens. Então, é motivo de orgulho ser presidente e representar uma categoria formada, em sua maioria, por mulheres. É demonstrar que somos capazes de ocupar espaços de poder, decisão e liderança”, enfatiza.

Um marco na história
Passadas quatro décadas, um prédio erguido no Centro de Brusque, mostra a força, a organização e a representatividade dos trabalhadores e trabalhadoras vestuaristas. A sede da entidade, na Avenida Beira Rio, foi inaugurada em 2009, e ampliou o serviço prestado à categoria.
“É a maior conquista do Sintrivest. Compramos o terreno no meu primeiro mandato como presidente. Já as obras iniciaram em 2007 e seguimos até hoje, ampliando e melhorando a estrutura”, comemora Marli.
No dia 1º de setembro de 2013, o Sintrivest inaugurou sua Subsede em Guabiruba, aproximando seu atendimento e serviços dos mais de mil associados à entidade que moram no município.

Sindicato do futuro
Ao completar 40 anos, o sentimento dos dirigentes do Sintrivest é de gratidão e de reverência ao passado. Conduzir à entidade ao futuro, aberta às novas tecnologias e modelos de relação entre o capital e o trabalho passam, diretamente, pelas lições aprendidas durante esta jornada.
“Nunca deixamos de fechar uma Convenção Coletiva, e isso é importante para o trabalhador. Nem sempre alcançamos o reajuste esperado, ou merecido, já que somos responsáveis pela produção da riqueza do país, mas sempre nos esforçamos para isso”, expressa Marli.
A presidente cita os últimos anos, marcados por turbulências nacionais e pela perda de direitos e benefícios. “Continuamos de pé e seremos resistência! Espero ainda ver mais engajamento da classe trabalhadora. Nos fortalecemos pela união, em prol de objetivos que são comuns”, enfatiza.

 

A importância do voto consciente no segundo turno

No último dia 2 de outubro, mais de 156 milhões de eleitores brasileiros puderam ir às urnas para votar e escolher os candidatos ao cargo de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Em muitos locais, como Santa Catarina, as eleições para o Governo do Estado serão definidas no segundo turno, assim como também para a escolha do próximo presidente do país, no próximo dia 30 de outubro.

Definições
A definição das eleições no segundo turno está prevista nos artigos 28, 29, inciso II, e 77, todos da Constituição de 1988. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde a redemocratização, houve segundo turno, nas eleições para presidente e vice-presidente da República de 1989, 2002, 2006 e 2010. Já nas eleições de 1994 e 1998, o presidente e o vice-presidente da República foram eleitos no primeiro turno.
Conforme dados do TSE, o segundo turno poderá ocorrer apenas nas eleições para presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores dos estados e do Distrito Federal e para prefeitos e vice-prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores. Logo, são eleitos em uma única votação os senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores, assim como prefeitos e vice-prefeitos de municípios com menos de 200 mil eleitores.

Manifestação democrática
A realização de eleições diretas é uma das mais importantes conquistas democráticas e, por meio do voto, os eleitores poderão definir o futuro do país na escolha entre os dois candidatos que avançaram para o segundo turno na corrida presidencial e também para o governo de Santa Catarina. Desta forma, é preciso que os trabalhadores e trabalhadoras, em especial, que representam a maior parte da população, tenham a consciência de votar nesta segunda etapa das eleições.
Deixar de votar não contribui para as mudanças necessárias para o nosso Estado e principalmente para o Brasil.
Além do que, é a chance de transformar a realidade em que o país se encontra hoje: mais de 30 milhões de pessoas na situação de fome, perda do poder de compra, alta nos preços que vão desde os alimentos até o gás de cozinha, desemprego, falta de investimentos em educação, entre outros problemas.
Assim, é preciso pensar, avaliar e exercer o direito de cidadão e cidadã para fazer as escolhas certas no dia 30 de outubro, em prol de uma nação mais justa e igualitária, com oportunidades de crescimento e desenvolvimento para todos.

(*Fontes:
https://www.tse.jus.br/o-tse/escola-judiciaria-eleitoral/publicacoes/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-eje-n.-6-ano-3/quando-afinal-ha-segundo-turno-em-uma-eleicao

https://www.tre-sc.jus.br/eleicoes/tire-suas-duvidas/datas-do-1o-turno-e-se-houver-do-2o-turno

https://www.cnnbrasil.com.br/politica/belem-foi-a-capital-com-votacao-mais-acirrada-entre-lula-e-bolsonaro-veja-lista/

https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2022/10/04/eleicoes-2022-pode-pedir-voto-em-transito-para-o-segundo-turno.htm

https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2022/Marco/primeiro-titulo-de-eleitor-mais-de-850-mil-jovens-de-15-a-18-anos-ja-emitiram-o-documento-este-ano )