Inscrições abertas para o 13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026

Estão abertas as inscrições para o 13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026, evento que celebra o talento, a dedicação e a importância dos profissionais da costura para a história e a força da indústria do vestuário de Brusque e região.

Para a edição deste ano, serão disponibilizadas 70 vagas para participação no desfile, a maior parte delas são voltadas a profissionais da costura associados ao Sintrivest e também a profissionais de empresas associadas ao Sindivest.

As vagas são limitadas, e os interessados em participar devem entrar em contato diretamente com um dos dois sindicatos para obter mais informações e realizar a inscrição.

O 13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026 chega com o tema “Sonhos e Tons”. A proposta desta edição é celebrar a sensibilidade, a criatividade, a diversidade e a força de costureiras e costureiros que ajudam a construir, todos os dias, a trajetória de Brusque como referência no setor têxtil e do vestuário.

O evento será realizado no dia 29 de maio de 2026, na Sociedade Esportiva Bandeirante, com recepção a partir das 18h e início do desfile às 19h.

O desfile é uma realização do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sintrivest) e do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sindivest), com apoio do Centro Universitário de Brusque (Unifebe), da Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).


Serviço
13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026
Data: 29 de maio de 2026
Local: Sociedade Esportiva Bandeirante
Recepção: 18h
Início do desfile: 19h
Tema: Sonhos e Tons

13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026 é lançado oficialmente em Brusque

Coletiva de imprensa realizada na Unifebe apresentou os detalhes da nova edição do evento, que neste ano traz como tema “Sonhos e Tons”

Foi lançado oficialmente na manhã desta segunda-feira, 23 de março, em Brusque, o 13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026. A coletiva de imprensa, realizada no Laboratório de Moda da Unifebe, reuniu representantes das entidades organizadoras e apoiadoras para apresentar os detalhes de mais uma edição do evento, que já se consolidou como uma importante homenagem aos profissionais da costura e da indústria do vestuário da região.

Com o tema ‘Sonhos e Tons’, o desfile deste ano será realizado no dia 29 de maio, na Sociedade Esportiva Bandeirante, com abertura das portas às 18h e início às 19h. A proposta da edição de 2026 é celebrar a sensibilidade, a criatividade, a diversidade e a força de costureiras e costureiros que ajudam a construir, diariamente, a trajetória de Brusque como referência no setor têxtil e do vestuário.

O evento é uma realização do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sintrivest) e do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sindivest), com apoio do Centro Universitário de Brusque (Unifebe), da Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

O Desfile das Costureiras e dos Costureiros se firmou ao longo dos anos, como um momento de valorização pública de uma categoria que tem papel essencial no desenvolvimento econômico e social de Brusque e região. Em um município reconhecido nacionalmente pela força da confecção, o evento coloca em evidência homens e mulheres que, com talento, dedicação e trabalho diário, ajudam a movimentar um dos setores mais importantes da economia local.

Em Brusque, o reconhecimento à importância da profissão também está registrado em lei. Em 2014, foi instituído no município o Dia da Costureira e do Costureiro, celebrado anualmente em 25 de maio, por meio da Lei nº 3.769, de 23 de outubro de 2014. O projeto foi apresentado pela então vereadora Marli Leandro, hoje presidente do Sintrivest, aprovado pela Câmara Municipal e posteriormente sancionado pelo Executivo.

 

Participação

Em 2025, o evento reuniu cerca de 400 pessoas na Sociedade Esportiva Bandeirante e levou à passarela 70 profissionais da costura, entre homens e mulheres. A edição passada também foi marcada pela diversidade de origens dos participantes, com representantes de 13 estados brasileiros — Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Pará, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio Grande do Norte e Espírito Santo — além de uma representante internacional, da Venezuela.

Para a edição deste ano, também serão disponibilizadas 70 vagas para participação no desfile. As inscrições estarão abertas para profissionais da costura associados ao Sintrivest e para profissionais de empresas associadas ao Sindivest. As vagas são limitadas, e os interessados em participar devem entrar em contato diretamente com um dos dois sindicatos para obter informações e realizar a inscrição.

 

Serviço

13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026

Data: 29 de maio de 2026

Local: Sociedade Esportiva Bandeirante

Recepção: 18h

Início do desfile: 19h

Tema: Sonhos e Tons

 

Mulheres importam: encontro do Sintrivest transforma debate em mobilização coletiva

Atividade realizada no sábado reuniu associadas para refletir sobre violência contra a mulher, compartilhar informações e fortalecer o compromisso com a proteção e a vida

 

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região – Sintrivest promoveu na tarde de sábado, 14 de março, um encontro especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Com participação expressiva de associadas, a atividade trouxe para o centro do debate uma temática urgente e necessária: a proteção das mulheres por meio da prevenção, da informação e do acolhimento.

Realizado no auditório do sindicato, o encontro teve como tema “Prevenção, informação e acolhimento: caminhos para proteger as mulheres” e foi marcado por momentos de reflexão, escuta e diálogo sobre as diferentes formas de violência e os mecanismos de enfrentamento disponíveis.

A abertura foi conduzida pela presidente do Sintrivest, Marli Leandro, que destacou a importância de o sindicato promover debates sobre assuntos que atravessam diretamente a vida das trabalhadoras. Segundo ela, embora o tema seja duro, ele precisa ser enfrentado com seriedade, informação e compromisso coletivo.

Logo no início da programação, as participantes acompanharam a exibição de um vídeo da Fetiesc sobre as vítimas de feminicídio em Santa Catarina. Forte e reflexivo, o material ajudou a contextualizar a gravidade da violência contra as mulheres e sensibilizou o público para o debate aprofundado na sequência.

A palestra principal foi ministrada pela psicóloga Luciana Genehr da Silva, que abordou diferentes tipos de violência enfrentados pelas mulheres, como a física, psicológica, sexual, moral, patrimonial, institucional, simbólica e on-line. Durante a exposição, ela também apresentou dados sobre feminicídios e violência contra a mulher em Santa Catarina, no Brasil e em Brusque, chamando atenção para a necessidade de ampliar o debate e fortalecer a prevenção.

Segundo a palestrante, entre 2020 e 2025, Santa Catarina registrou 330 homicídios de mulheres, sendo que 168 vítimas eram esposas ou companheiras do agressor. “Em 2025 tivemos em Brusque um caso de feminicídio, da Terezinha Martins. Porém, houve registro de 273 lesões corporais graves. Isso é muito preocupante, porque talvez a intenção dessas lesões não fosse simplesmente lesionar. A gente não sabe se, de repente, pode ter havido até alguma tentativa de feminicídio que, indevidamente, foi caracterizada como lesão corporal. São casos em que a gente tem que ficar muito atenta”, alertou Luciana.

Durante a palestra, a psicóloga também destacou que um dos primeiros passos para a proteção das mulheres é saber identificar as diferentes formas de violência, muitas vezes naturalizadas dentro das relações.

“Entre os caminhos para a proteção da mulher, um dos principais passos é conhecer e reconhecer os tipos de violência. A violência doméstica não começa já na agressão ou no feminicídio. Geralmente ela tem início na violência psicológica ou simbólica, que são aquelas violências relacionadas ao menosprezo, à manipulação, à humilhação da mulher. Parece brincadeira, mas, na verdade, a função é violentar a mulher psicologicamente, diminuir o seu valor e afetar a sua autoestima”, explicou.

Entre os pontos trabalhados durante o encontro estiveram também a importância da transformação cultural por meio da educação para a igualdade, a necessidade de campanhas públicas permanentes, o fortalecimento da proteção institucional, o apoio psicológico e jurídico gratuito, a agilidade no cumprimento de medidas protetivas, a autonomia econômica das mulheres e a mobilização social para interromper ciclos de violência.

A implantação de um abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica em Brusque, também ganhou destaque. A reivindicação parte de uma realidade dura: muitas mulheres que sofrem violência não têm para onde ir no momento em que mais precisam de proteção. Sem uma rede de acolhimento imediato no município, elas acabam permanecendo expostas ao agressor ou dependentes de alternativas precárias. Por isso, a criação de um abrigo foi apontada como uma necessidade urgente e uma luta que deve envolver toda a sociedade.

O encontro contou ainda com a participação da vereadora Bete Eccel, que realizou uma dinâmica com as participantes e falou sobre a luta das mulheres, além de apresentar projetos e ações voltados à proteção e à garantia de direitos.

 

Grupo mensal de debate

Como encaminhamento do encontro, ficou definida junto às associadas a criação de um grupo de mulheres com reuniões mensais no sindicato. A proposta é manter um espaço permanente de escuta, acolhimento, troca de experiências e debate sobre temas importantes para a vida das trabalhadoras.

Ao avaliar a iniciativa, Luciana elogiou a mobilização promovida pelo sindicato e destacou a relevância do papel da entidade nesse processo de conscientização.

“O mérito do Sintrivest, é imenso com essa iniciativa de reunir as associadas, para esse movimento que nós fizemos hoje. Nós trouxemos conhecimentos sobre os tipos de violência contra a mulher, porque se você não conhece, você não sabe identificar. Então, isso é muito importante. Parabéns ao sindicato pelo evento e por toda luta”, declarou.

Ao final, Marli Leandro ressaltou que o sindicato cumpriu seu papel ao levar informação e provocar reflexão entre as associadas, mas observou que o tema exige continuidade e mobilização de toda a sociedade.

“É um debate fundamental não só entre nós, mulheres, mas em toda a sociedade. A gente não pode considerar o feminicídio como algo normal na nossa sociedade. Precisamos evoluir, amenizar e reverter esse quadro caótico que a gente tem aqui no nosso Estado e na nossa cidade”, completou.

Em um dos momentos mais simbólicos do encontro, ao final da dinâmica conduzida pela vereadora Bete Eccel, as participantes ecoaram juntas o grito: ‘Mulheres importam’. Já no encerramento da programação, uma nova manifestação coletiva reforçou a mensagem central da atividade: ‘Mulheres vivas’.