Trabalhadores do vestuário aprovam pauta de reivindicações da Negociação Coletiva 2026/2027

Reunidos em assembleia convocada pelo Sintrivest, trabalhadores definiram as reivindicações que agora serão apresentadas e negociadas com o sindicato patronal

Os trabalhadores e as trabalhadoras das indústrias do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá aprovaram, em assembleia realizada no sábado, 18 de julho, a pauta de reivindicações da Negociação Coletiva 2026/2027. Promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário (Sintrivest), o encontro definiu as propostas que serão encaminhadas ao sindicato patronal e servirão de base para as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho, cuja data-base da categoria é 1º de setembro.

Entre as principais reivindicações aprovadas pelos trabalhadores estão piso salarial único de R$ 2.700; reajuste salarial correspondente ao INPC acumulado acrescido de 5% de ganho real para quem recebe acima do piso; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário; abono salarial de R$ 500 na data-base; adicional noturno de 35%; cartão alimentação no valor de R$ 500; auxílio-creche de R$ 350; reembolso de 50% das despesas com medicamentos sem limite de valor e estendido aos filhos de até 14 anos; ampliação das faltas legais; licença remunerada para realização de exames; assistência sindical nas rescisões de contrato de trabalho em qualquer tempo de serviço; e ampliação da licença-maternidade para seis meses.

As reivindicações aprovadas durante a assembleia representam a pauta que será defendida pelo Sintrivest nas negociações com o sindicato patronal. A definição dos itens que passarão a integrar a Convenção Coletiva de Trabalho dependerá do resultado das rodadas de negociação entre as duas entidades.

Segundo a presidente do Sintrivest, Marli Leandro, a assembleia representa um momento fundamental do processo de negociação.

“É quando os trabalhadores aprovam o rol de reivindicações que será levado ao sindicato patronal. Além das cláusulas econômicas, debatemos diversas cláusulas sociais que buscam ampliar direitos, fortalecer benefícios e melhorar o poder de compra e a qualidade de vida da categoria.”

Marli explica que muitas das propostas surgem das demandas apresentadas pelos próprios trabalhadores ao longo do ano.

“Recebemos muitos pedidos relacionados ao acompanhamento de filhos em consultas, internações ou quando precisam permanecer em casa por motivo de doença. Também discutimos benefícios voltados à saúde e outras melhorias que já existem em algumas empresas por meio de acordos coletivos e que queremos ampliar para toda a categoria.”

A presidente destaca que a proposta de reajuste salarial contempla a reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de 5% de ganho real.

“O índice definitivo do INPC será conhecido apenas em setembro, mas nossa reivindicação é garantir a reposição das perdas inflacionárias e buscar aumento real. Também estamos propondo um piso salarial único de R$ 2.700, valor que já é praticado por diversas empresas do setor e que entendemos ser possível alcançar.”

Com a aprovação da pauta, o Sintrivest dará início às negociações com o sindicato patronal. As reuniões devem ocorrer nos próximos meses e definirão as condições da Convenção Coletiva de Trabalho que passará a valer para a categoria.

 

Sintrivest inicia Negociação Coletiva 2026/2027 e convoca categoria do vestuário para assembleia

Trabalhadores do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá vão definir o rol de reivindicações que será levado à mesa com o sindicato patronal

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Bordados, Couro, Calçados e Similares de Brusque, Guabiruba e Botuverá – Sintrivest inicia, neste mês de julho, a Negociação Coletiva 2026/2027 da categoria. Embora a data-base seja setembro, a construção da pauta começa agora, com a participação direta dos trabalhadores e trabalhadoras.

A primeira assembleia será realizada no sábado, 18 de julho, às 14h, no auditório do Sintrivest, em Brusque. Estão convocados trabalhadores associados e não associados, pois a Convenção Coletiva de Trabalho vale para toda a categoria e deve ser cumprida pelas empresas abrangidas pela negociação.

A assembleia tem como objetivo elaborar o rol de reivindicações que será encaminhado ao sindicato patronal. É nesta etapa que a categoria apresenta sugestões, discute prioridades e define o que será levado para a mesa de negociação.

Entre os pontos debatidos estão as cláusulas econômicas, como o reajuste salarial, o piso da categoria e o percentual de aumento para quem ganha acima do piso. Também podem ser incluídos benefícios como auxílio-creche, auxílio-medicamentos, jornada de trabalho, condições de trabalho e demais direitos previstos na Convenção Coletiva.

Para a presidente do Sintrivest, Marli Leandro, a primeira assembleia é decisiva porque define a base de toda a negociação.

“É nesta assembleia que os trabalhadores e trabalhadoras dizem o que querem reivindicar. É ali que a categoria define qual reajuste salarial quer colocar na mesa, qual piso deseja buscar e quais benefícios precisam ser mantidos, ampliados ou incluídos. Muitas vezes, o trabalhador pensa que só a assembleia final é importante, porque é nela que se vota uma proposta. Mas a primeira assembleia é fundamental, porque é nela que nasce a pauta da negociação”, destaca.

Depois da assembleia, o rol de reivindicações aprovado pela categoria será encaminhado ao sindicato patronal. A partir disso, será solicitada a primeira rodada de negociação, quando o Sintrivest passa a defender as demandas definidas coletivamente.

Marli reforça que a diretoria do sindicato não decide sozinha os rumos da Negociação Coletiva. Segundo ela, a força do processo depende da mobilização da categoria.

“O sindicato representa todos os trabalhadores da categoria, associados e não associados, mas quem decide é a própria categoria. Por isso, é tão importante participar desde o começo, trazer sugestões, acompanhar as etapas e entender que essa negociação é de todos. Quando os trabalhadores participam e se mantêm unidos, a negociação ganha força. Sozinho, o trabalhador tem muito menos poder. De forma coletiva, é possível avançar, defender direitos e buscar valorização real”, afirma.

A Negociação Coletiva 2026/2027 ocorre em um momento em que o debate sobre valorização do trabalho precisa sair do discurso e aparecer de forma concreta no salário, nos direitos, nos benefícios e nas condições de trabalho.

Para o Sintrivest, quem faz a indústria acontecer todos os dias precisa ser respeitado também na mesa de negociação.

“Fala-se muito que a indústria é feita por pessoas. E é verdade. Mas essa valorização precisa aparecer quando se discute reajuste, piso salarial, benefícios, jornada, condições de trabalho e qualidade de vida. Nenhuma conquista vem sem participação”, completa Marli.

O Sintrivest convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá para participarem da assembleia.

 

Serviço
 O que: Assembleia da Negociação Coletiva Sintrivest 2026/2027
Quando: Sábado, 18 de julho
Horário: 14h
Onde: Auditório do Sintrivest
Endereço: Avenida Arno Carlos Gracher, nº 323, Beira Rio, Brusque
Quem participa: Trabalhadores e trabalhadoras do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá, associados e não associados ao sindicato.