Trabalhadores do vestuário aprovam pauta de reivindicações da Negociação Coletiva 2026/2027

Reunidos em assembleia convocada pelo Sintrivest, trabalhadores definiram as reivindicações que agora serão apresentadas e negociadas com o sindicato patronal

Os trabalhadores e as trabalhadoras das indústrias do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá aprovaram, em assembleia realizada no sábado, 18 de julho, a pauta de reivindicações da Negociação Coletiva 2026/2027. Promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário (Sintrivest), o encontro definiu as propostas que serão encaminhadas ao sindicato patronal e servirão de base para as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho, cuja data-base da categoria é 1º de setembro.

Entre as principais reivindicações aprovadas pelos trabalhadores estão piso salarial único de R$ 2.700; reajuste salarial correspondente ao INPC acumulado acrescido de 5% de ganho real para quem recebe acima do piso; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário; abono salarial de R$ 500 na data-base; adicional noturno de 35%; cartão alimentação no valor de R$ 500; auxílio-creche de R$ 350; reembolso de 50% das despesas com medicamentos sem limite de valor e estendido aos filhos de até 14 anos; ampliação das faltas legais; licença remunerada para realização de exames; assistência sindical nas rescisões de contrato de trabalho em qualquer tempo de serviço; e ampliação da licença-maternidade para seis meses.

As reivindicações aprovadas durante a assembleia representam a pauta que será defendida pelo Sintrivest nas negociações com o sindicato patronal. A definição dos itens que passarão a integrar a Convenção Coletiva de Trabalho dependerá do resultado das rodadas de negociação entre as duas entidades.

Segundo a presidente do Sintrivest, Marli Leandro, a assembleia representa um momento fundamental do processo de negociação.

“É quando os trabalhadores aprovam o rol de reivindicações que será levado ao sindicato patronal. Além das cláusulas econômicas, debatemos diversas cláusulas sociais que buscam ampliar direitos, fortalecer benefícios e melhorar o poder de compra e a qualidade de vida da categoria.”

Marli explica que muitas das propostas surgem das demandas apresentadas pelos próprios trabalhadores ao longo do ano.

“Recebemos muitos pedidos relacionados ao acompanhamento de filhos em consultas, internações ou quando precisam permanecer em casa por motivo de doença. Também discutimos benefícios voltados à saúde e outras melhorias que já existem em algumas empresas por meio de acordos coletivos e que queremos ampliar para toda a categoria.”

A presidente destaca que a proposta de reajuste salarial contempla a reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de 5% de ganho real.

“O índice definitivo do INPC será conhecido apenas em setembro, mas nossa reivindicação é garantir a reposição das perdas inflacionárias e buscar aumento real. Também estamos propondo um piso salarial único de R$ 2.700, valor que já é praticado por diversas empresas do setor e que entendemos ser possível alcançar.”

Com a aprovação da pauta, o Sintrivest dará início às negociações com o sindicato patronal. As reuniões devem ocorrer nos próximos meses e definirão as condições da Convenção Coletiva de Trabalho que passará a valer para a categoria.

 

Sintrivest inicia Negociação Coletiva 2026/2027 e convoca categoria do vestuário para assembleia

Trabalhadores do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá vão definir o rol de reivindicações que será levado à mesa com o sindicato patronal

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Bordados, Couro, Calçados e Similares de Brusque, Guabiruba e Botuverá – Sintrivest inicia, neste mês de julho, a Negociação Coletiva 2026/2027 da categoria. Embora a data-base seja setembro, a construção da pauta começa agora, com a participação direta dos trabalhadores e trabalhadoras.

A primeira assembleia será realizada no sábado, 18 de julho, às 14h, no auditório do Sintrivest, em Brusque. Estão convocados trabalhadores associados e não associados, pois a Convenção Coletiva de Trabalho vale para toda a categoria e deve ser cumprida pelas empresas abrangidas pela negociação.

A assembleia tem como objetivo elaborar o rol de reivindicações que será encaminhado ao sindicato patronal. É nesta etapa que a categoria apresenta sugestões, discute prioridades e define o que será levado para a mesa de negociação.

Entre os pontos debatidos estão as cláusulas econômicas, como o reajuste salarial, o piso da categoria e o percentual de aumento para quem ganha acima do piso. Também podem ser incluídos benefícios como auxílio-creche, auxílio-medicamentos, jornada de trabalho, condições de trabalho e demais direitos previstos na Convenção Coletiva.

Para a presidente do Sintrivest, Marli Leandro, a primeira assembleia é decisiva porque define a base de toda a negociação.

“É nesta assembleia que os trabalhadores e trabalhadoras dizem o que querem reivindicar. É ali que a categoria define qual reajuste salarial quer colocar na mesa, qual piso deseja buscar e quais benefícios precisam ser mantidos, ampliados ou incluídos. Muitas vezes, o trabalhador pensa que só a assembleia final é importante, porque é nela que se vota uma proposta. Mas a primeira assembleia é fundamental, porque é nela que nasce a pauta da negociação”, destaca.

Depois da assembleia, o rol de reivindicações aprovado pela categoria será encaminhado ao sindicato patronal. A partir disso, será solicitada a primeira rodada de negociação, quando o Sintrivest passa a defender as demandas definidas coletivamente.

Marli reforça que a diretoria do sindicato não decide sozinha os rumos da Negociação Coletiva. Segundo ela, a força do processo depende da mobilização da categoria.

“O sindicato representa todos os trabalhadores da categoria, associados e não associados, mas quem decide é a própria categoria. Por isso, é tão importante participar desde o começo, trazer sugestões, acompanhar as etapas e entender que essa negociação é de todos. Quando os trabalhadores participam e se mantêm unidos, a negociação ganha força. Sozinho, o trabalhador tem muito menos poder. De forma coletiva, é possível avançar, defender direitos e buscar valorização real”, afirma.

A Negociação Coletiva 2026/2027 ocorre em um momento em que o debate sobre valorização do trabalho precisa sair do discurso e aparecer de forma concreta no salário, nos direitos, nos benefícios e nas condições de trabalho.

Para o Sintrivest, quem faz a indústria acontecer todos os dias precisa ser respeitado também na mesa de negociação.

“Fala-se muito que a indústria é feita por pessoas. E é verdade. Mas essa valorização precisa aparecer quando se discute reajuste, piso salarial, benefícios, jornada, condições de trabalho e qualidade de vida. Nenhuma conquista vem sem participação”, completa Marli.

O Sintrivest convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá para participarem da assembleia.

 

Serviço
 O que: Assembleia da Negociação Coletiva Sintrivest 2026/2027
Quando: Sábado, 18 de julho
Horário: 14h
Onde: Auditório do Sintrivest
Endereço: Avenida Arno Carlos Gracher, nº 323, Beira Rio, Brusque
Quem participa: Trabalhadores e trabalhadoras do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá, associados e não associados ao sindicato.

Mães de bebês internados após o parto têm direito à prorrogação da licença-maternidade

Lei em vigor desde 2025 garante mais proteção quando mãe ou recém-nascido precisam permanecer no hospital por mais de duas semanas

Desde 2025, mães que enfrentam a internação prolongada do bebê ou da própria mulher após o parto, contam com uma proteção maior na licença-maternidade. A mudança veio por meio da Lei nº 15.222/2025, que alterou a CLT e a legislação previdenciária para garantir a prorrogação da licença e do salário-maternidade nesses casos.

A regra vale quando a internação hospitalar da mãe ou do recém-nascido ultrapassa duas semanas e ocorre em decorrência de complicações médicas relacionadas ao parto. Nessa situação, o salário-maternidade é devido durante o período de internação e por mais 120 dias após a alta hospitalar, descontado o tempo de recebimento do benefício antes do parto.

Na prática, a mãe não perde o período de convivência, cuidado, amamentação e adaptação familiar por causa da internação hospitalar. O direito reconhece que, quando há complicações após o parto, a família vive um momento delicado e precisa de tempo, segurança e proteção.

“Quando um bebê precisa permanecer internado, a mãe também vive uma rotina de preocupação, deslocamentos, medo e espera. Não é justo que esse tempo dentro do hospital consuma o período que deveria ser de convivência e cuidado em casa. Essa prorrogação garante mais dignidade para a mãe e para o bebê”, afirma Marli Leandro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá (Sintrivest).

A presidente também reforça que a lei traz um olhar mais humano para a maternidade e que o acesso à informação é essencial para que as trabalhadoras conheçam seus direitos.

“Muitas mulheres passam por situações difíceis e nem sempre sabem o que a lei garante. Por isso, o sindicato orienta que em caso de internação prolongada após o parto, procure informação, reúna os documentos médicos e busque seus direitos. O Sintrivest está à disposição para orientar as trabalhadoras da categoria”, completa.

Para o Sintrivest, a nova regra reforça a finalidade da licença-maternidade, que visa proteger a mãe, o bebê e o início da convivência familiar, especialmente nos casos de maior vulnerabilidade.

 

Serviço

O  que mudou: licença-maternidade e salário-maternidade podem ser prorrogados em caso de internação hospitalar da mãe ou do bebê conforme a Lei nº 15.222/2025

Desde quando vale: desde a publicação da lei, em 2025

Quando se aplica: internação superior a duas semanas, relacionada a complicações médicas do parto

Garantia: período de internação e mais 120 dias após a alta hospitalar

Em caso de dúvida: procure orientação no Sintrivest

Leia a lei na íntegra em https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-15.222-de-29-de-setembro-de-2025-659318205

Sintrivest orienta trabalhadores sobre lei que obriga empresas a informar sobre prevenção e ausência ao trabalho para exames de HPV e câncer

Nova legislação trata dos cânceres de mama, colo do útero e próstata e reforça o dever dos empregadores de orientar sobre o direito de ausência ao trabalho sem prejuízo do salário

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá – Sintrivest orienta os trabalhadores e trabalhadoras da categoria sobre a Lei nº 15.377/2026, que alterou a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, e passou a responsabilizar as empresas pela divulgação de informações sobre campanhas oficiais de vacinação, prevenção ao HPV e aos cânceres de mama, colo do útero e próstata.

A legislação, que entrou em vigor em 6 de abril deste ano, também determina que os empregadores informem seus empregados sobre a possibilidade de deixar de comparecer ao serviço para a realização de exames preventivos de HPV e dos cânceres citados na lei, sem prejuízo do salário, nos termos do artigo 473 da CLT.

A presidente do Sintrivest, Marli Leandro, destaca que a lei chama as empresas para uma responsabilidade que precisa ser cumprida de forma efetiva.

“Esse é um ponto muito importante. A CLT já previa a possibilidade de ausência no trabalho para realização de exames preventivos de câncer, dentro das regras legais. Mas agora a lei reforça que a empresa também tem o dever de informar o trabalhador sobre esse direito. A informação não pode ficar escondida. Quando se trata de prevenção e saúde, orientar também é uma responsabilidade do empregador”, afirma.

Pela CLT, o trabalhador pode deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por até três dias, a cada 12 meses de trabalho, para a realização de exames preventivos de câncer devidamente comprovados. Com a nova lei, exames preventivos de HPV também entram nessa regra.

Além disso, a legislação acrescentou o artigo 169-A à CLT, determinando que as empresas disponibilizem informações sobre campanhas oficiais de vacinação contra o papilomavírus humano, o HPV, e sobre os cânceres de mama, colo do útero e próstata, conforme orientações e recomendações do Ministério da Saúde. As empresas também devem promover ações de conscientização sobre essas doenças e orientar os empregados sobre o acesso aos serviços de diagnóstico.

Para Marli Leandro, a mudança é importante porque muitos trabalhadores deixam de realizar exames por medo de sofrer desconto no salário ou enfrentar problemas no ambiente de trabalho.

“Muitas vezes, o trabalhador ou a trabalhadora adia um exame por receio de perder horas, ter desconto ou ser mal interpretado pela empresa. A prevenção salva vidas. Por isso, a informação precisa chegar com clareza. A empresa tem que cumprir seu papel, e o trabalhador precisa saber que pode buscar esse cuidado sem ser prejudicado, desde que apresente a comprovação necessária”, ressalta.

Na prática, o trabalhador ou a trabalhadora que precisar realizar exames preventivos relacionados ao HPV, ao câncer de mama, ao câncer de colo do útero ou ao câncer de próstata, deve comunicar a empresa, preferencialmente com antecedência, sempre que possível, e apresentar o comprovante de comparecimento ou de realização do exame. A comprovação serve para justificar a ausência ao trabalho. O trabalhador não precisa expor resultado, diagnóstico ou informações íntimas sobre sua saúde.

O Sintrivest também chama a atenção das empresas do setor do vestuário para o cumprimento da nova legislação. A obrigação do empregador não se limita a aceitar o comprovante apresentado pelo trabalhador. A empresa deve informar, orientar e promover ações de conscientização sobre os temas previstos na lei.

“Nosso papel enquanto sindicato é orientar a categoria e também alertar as empresas. Saúde não pode ser tratada como assunto secundário. Informação correta evita dúvidas, evita descontos indevidos e ajuda a proteger vidas. O trabalhador precisa conhecer seus direitos, e a empresa precisa assumir sua responsabilidade”, completa Marli Leandro.

Caso o trabalhador ou a trabalhadora tenha dificuldade para exercer esse direito, sofra desconto indevido ou tenha dúvidas sobre como proceder, a orientação é procurar o Sintrivest.

Por que a lei foi criada?

A criação da lei está ligada à necessidade de ampliar a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças com grande impacto na saúde da população brasileira. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que os cânceres de mama, próstata e colo do útero estão entre os mais incidentes no país. No caso do HPV, a preocupação é ainda maior pela relação do vírus com o câncer do colo do útero, uma doença que pode ser prevenida por meio de vacinação, informação e exames de rastreamento.

Por isso, a nova legislação chama as empresas para a responsabilidade. Como o ambiente de trabalho faz parte da rotina diária de milhões de pessoas, a informação sobre campanhas oficiais, prevenção e direito de ausência para exames não pode ficar restrita aos serviços de saúde ou aos sindicatos. Ela também deve chegar aos trabalhadores por meio dos empregadores.

Acesse a legislação

Lei nº 15.377/2026 — disponível no Portal da Câmara dos Deputados.

CLT — artigo 473, inciso XII, sobre ausência para exames preventivos de câncer.

Sintrivest convoca associados para Assembleia de Prestação de Contas

Encontro será realizado no dia 29 de abril, em dois horários, no auditório do sindicato

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá (Sintrivest) convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras associados à entidade para a Assembleia de Prestação de Contas – Exercício 2025.

A assembleia será realizada no dia 29 de abril, em dois horários: às 8h30 e às 18h, no auditório do Sintrivest, localizado na Avenida Arno Carlos Gracher, nº 323, Centro de Brusque. A realização em dois períodos busca permitir a maior participação dos associados e associadas.

Durante a assembleia, serão realizadas a análise, discussão e aprovação da prestação de contas referente ao ano de 2025. O momento também é uma oportunidade para que os trabalhadores acompanhem de perto os trabalhos realizados pelo sindicato e saibam onde foram aplicados os recursos da entidade.

O Sintrivest reforça que o sindicato é mantido pelas mensalidades dos trabalhadores e trabalhadoras da categoria, e que esses recursos são revertidos todos os anos em benefícios, serviços, ações e atendimento aos associados e associadas.

A participação dos trabalhadores é fundamental para fortalecer a transparência, a organização sindical e a atuação coletiva da categoria.

Serviço
O quê: Assembleia de Prestação de Contas – Exercício 2025
Quando: 29 de abril
Horários: 8h30 e 18h
Onde: Auditório do Sintrivest
Endereço: Avenida Arno Carlos Gracher, nº 323, Centro – Brusque

Sintrivest realiza primeiro Encontro Mulheres em Movimento de 2026 com foco no relacionamento no trabalho

Atividade reuniu trabalhadoras para diálogo e reflexão sobre convivência, comunicação e saúde emocional no ambiente profissional

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sintrivest) realizou, no dia 23 de abril, na sede da entidade, o primeiro Encontro Mulheres em Movimento de 2026. A atividade reuniu trabalhadoras da categoria do vestuário para um momento de diálogo, escuta e reflexão sobre o tema “Relacionamento no Trabalho”.

O Mulheres em Movimento é um projeto do sindicato que promove encontros periódicos para debater temas sugeridos pelas próprias trabalhadoras. O espaço é aberto à participação das associadas e também de trabalhadoras da categoria, fortalecendo a troca de experiências e a construção coletiva de conhecimento.

A abertura do encontro foi feita pela presidente do Sintrivest, Marli Leandro, e a atividade contou com a participação da psicóloga Luciana Genehr da Silva, que contribuiu com reflexões ao longo do diálogo.

Desde o início, o encontro foi conduzido de forma participativa, com protagonismo das trabalhadoras, que compartilharam percepções e experiências sobre o dia a dia no ambiente profissional. Uma dinâmica inicial serviu como ponto de partida para a conversa, que se desenvolveu de forma espontânea e respeitosa.

Ao longo do encontro, foram abordados temas como convivência no trabalho, comunicação entre equipes, desafios cotidianos e a importância de ambientes saudáveis. Também foram discutidos aspectos relacionados à organização das atividades, cooperação entre colegas e os impactos dessas relações na saúde emocional.

A psicóloga trouxe contribuições sobre a dinâmica dos ambientes de trabalho, destacando a importância do equilíbrio nas relações e da comunicação clara e respeitosa. A reflexão também se estendeu para o cotidiano fora do trabalho, evidenciando como essas experiências se conectam com a vida pessoal e familiar.

A presidente do Sintrivest, Marli Leandro, destacou a relevância de espaços como esse para as trabalhadoras. “Esse é um momento importante de escuta e de construção coletiva. Muitas vezes, as trabalhadoras não encontram espaços para dialogar sobre essas questões no dia a dia, e o sindicato cumpre esse papel de acolher, orientar e promover reflexão”, afirmou.

O encontro foi marcado por um ambiente de respeito, atenção e acolhimento, fortalecendo o vínculo entre as participantes e incentivando o desenvolvimento de habilidades como diálogo, empatia e estabelecimento de limites nas relações de trabalho.

O próximo Encontro Mulheres em Movimento já tem data marcada, será realizado no dia 21 de maio, com recepção às 17h45 e início às 18 horas, no auditório do Sintrivest.

Sintrivest firma acordo que reduz jornada para 40 horas semanais em empresa do setor

Medida garante mais qualidade de vida aos trabalhadores e reforça papel do sindicato na negociação de avanços para a categoria

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sintrivest) firmou, na última semana, um acordo coletivo com a empresa Wesklann Estamparia, que garante a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais aos trabalhadores e trabalhadoras.

A medida foi construída com a participação dos trabalhadores da empresa e aprovada em comum acordo, resultando em uma mudança significativa na rotina da categoria, com impacto direto na qualidade de vida, no descanso e no convívio familiar.

O acordo prevê a adequação do intervalo intrajornada — período destinado à alimentação e descanso — que, conforme a legislação, pode ser flexibilizado por meio de negociação coletiva. Nesse caso, o intervalo passa a ser de 30 minutos, permitindo a reorganização da jornada e viabilizando a redução da carga horária semanal, sem prejuízo aos trabalhadores.

Diferente de outros acordos já realizados pelo sindicato, nos quais há compensação com fornecimento ou pagamento de lanche, neste caso a compensação ocorre diretamente na redução da jornada, o que foi recebido de forma positiva pelos trabalhadores da empresa.

A presidente do Sintrivest, Marli Leandro, destaca que o acordo representa um avanço importante para a categoria.

“Esse é um passo muito significativo. Estamos falando de mais tempo para viver, para estar com a família, para descansar. A redução da jornada é uma pauta que vem sendo debatida em todo o país, e ver isso se concretizando na prática, dentro das empresas, mostra a força da negociação coletiva e da organização dos trabalhadores”.

Ela reforça que o sindicato atua de forma constante na construção de acordos que tragam benefícios reais para a categoria.

“O Sintrivest é um sindicato presente, que dialoga com os trabalhadores. Sempre que há interesse coletivo e consenso, buscamos alternativas que garantam melhores condições de trabalho. Esse acordo é resultado disso: diálogo, responsabilidade e compromisso com quem está na produção”.

A entidade ressalta que acordos desse tipo só são firmados quando há concordância dos trabalhadores envolvidos, respeitando a legislação e assegurando que as mudanças representem ganhos concretos para a categoria.

A redução da jornada para 40 horas semanais também dialoga com debates nacionais sobre a necessidade de revisão da carga horária de trabalho no país, com foco em mais dignidade, saúde e equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Inscrições abertas para o 13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026

Estão abertas as inscrições para o 13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026, evento que celebra o talento, a dedicação e a importância dos profissionais da costura para a história e a força da indústria do vestuário de Brusque e região.

Para a edição deste ano, serão disponibilizadas 70 vagas para participação no desfile, a maior parte delas são voltadas a profissionais da costura associados ao Sintrivest e também a profissionais de empresas associadas ao Sindivest.

As vagas são limitadas, e os interessados em participar devem entrar em contato diretamente com um dos dois sindicatos para obter mais informações e realizar a inscrição.

O 13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026 chega com o tema “Sonhos e Tons”. A proposta desta edição é celebrar a sensibilidade, a criatividade, a diversidade e a força de costureiras e costureiros que ajudam a construir, todos os dias, a trajetória de Brusque como referência no setor têxtil e do vestuário.

O evento será realizado no dia 29 de maio de 2026, na Sociedade Esportiva Bandeirante, com recepção a partir das 18h e início do desfile às 19h.

O desfile é uma realização do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sintrivest) e do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sindivest), com apoio do Centro Universitário de Brusque (Unifebe), da Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).


Serviço
13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026
Data: 29 de maio de 2026
Local: Sociedade Esportiva Bandeirante
Recepção: 18h
Início do desfile: 19h
Tema: Sonhos e Tons

13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026 é lançado oficialmente em Brusque

Coletiva de imprensa realizada na Unifebe apresentou os detalhes da nova edição do evento, que neste ano traz como tema “Sonhos e Tons”

Foi lançado oficialmente na manhã desta segunda-feira, 23 de março, em Brusque, o 13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026. A coletiva de imprensa, realizada no Laboratório de Moda da Unifebe, reuniu representantes das entidades organizadoras e apoiadoras para apresentar os detalhes de mais uma edição do evento, que já se consolidou como uma importante homenagem aos profissionais da costura e da indústria do vestuário da região.

Com o tema ‘Sonhos e Tons’, o desfile deste ano será realizado no dia 29 de maio, na Sociedade Esportiva Bandeirante, com abertura das portas às 18h e início às 19h. A proposta da edição de 2026 é celebrar a sensibilidade, a criatividade, a diversidade e a força de costureiras e costureiros que ajudam a construir, diariamente, a trajetória de Brusque como referência no setor têxtil e do vestuário.

O evento é uma realização do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sintrivest) e do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sindivest), com apoio do Centro Universitário de Brusque (Unifebe), da Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

O Desfile das Costureiras e dos Costureiros se firmou ao longo dos anos, como um momento de valorização pública de uma categoria que tem papel essencial no desenvolvimento econômico e social de Brusque e região. Em um município reconhecido nacionalmente pela força da confecção, o evento coloca em evidência homens e mulheres que, com talento, dedicação e trabalho diário, ajudam a movimentar um dos setores mais importantes da economia local.

Em Brusque, o reconhecimento à importância da profissão também está registrado em lei. Em 2014, foi instituído no município o Dia da Costureira e do Costureiro, celebrado anualmente em 25 de maio, por meio da Lei nº 3.769, de 23 de outubro de 2014. O projeto foi apresentado pela então vereadora Marli Leandro, hoje presidente do Sintrivest, aprovado pela Câmara Municipal e posteriormente sancionado pelo Executivo.

 

Participação

Em 2025, o evento reuniu cerca de 400 pessoas na Sociedade Esportiva Bandeirante e levou à passarela 70 profissionais da costura, entre homens e mulheres. A edição passada também foi marcada pela diversidade de origens dos participantes, com representantes de 13 estados brasileiros — Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Pará, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio Grande do Norte e Espírito Santo — além de uma representante internacional, da Venezuela.

Para a edição deste ano, também serão disponibilizadas 70 vagas para participação no desfile. As inscrições estarão abertas para profissionais da costura associados ao Sintrivest e para profissionais de empresas associadas ao Sindivest. As vagas são limitadas, e os interessados em participar devem entrar em contato diretamente com um dos dois sindicatos para obter informações e realizar a inscrição.

 

Serviço

13º Desfile das Costureiras e dos Costureiros de 2026

Data: 29 de maio de 2026

Local: Sociedade Esportiva Bandeirante

Recepção: 18h

Início do desfile: 19h

Tema: Sonhos e Tons

 

Mulheres importam: encontro do Sintrivest transforma debate em mobilização coletiva

Atividade realizada no sábado reuniu associadas para refletir sobre violência contra a mulher, compartilhar informações e fortalecer o compromisso com a proteção e a vida

 

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região – Sintrivest promoveu na tarde de sábado, 14 de março, um encontro especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Com participação expressiva de associadas, a atividade trouxe para o centro do debate uma temática urgente e necessária: a proteção das mulheres por meio da prevenção, da informação e do acolhimento.

Realizado no auditório do sindicato, o encontro teve como tema “Prevenção, informação e acolhimento: caminhos para proteger as mulheres” e foi marcado por momentos de reflexão, escuta e diálogo sobre as diferentes formas de violência e os mecanismos de enfrentamento disponíveis.

A abertura foi conduzida pela presidente do Sintrivest, Marli Leandro, que destacou a importância de o sindicato promover debates sobre assuntos que atravessam diretamente a vida das trabalhadoras. Segundo ela, embora o tema seja duro, ele precisa ser enfrentado com seriedade, informação e compromisso coletivo.

Logo no início da programação, as participantes acompanharam a exibição de um vídeo da Fetiesc sobre as vítimas de feminicídio em Santa Catarina. Forte e reflexivo, o material ajudou a contextualizar a gravidade da violência contra as mulheres e sensibilizou o público para o debate aprofundado na sequência.

A palestra principal foi ministrada pela psicóloga Luciana Genehr da Silva, que abordou diferentes tipos de violência enfrentados pelas mulheres, como a física, psicológica, sexual, moral, patrimonial, institucional, simbólica e on-line. Durante a exposição, ela também apresentou dados sobre feminicídios e violência contra a mulher em Santa Catarina, no Brasil e em Brusque, chamando atenção para a necessidade de ampliar o debate e fortalecer a prevenção.

Segundo a palestrante, entre 2020 e 2025, Santa Catarina registrou 330 homicídios de mulheres, sendo que 168 vítimas eram esposas ou companheiras do agressor. “Em 2025 tivemos em Brusque um caso de feminicídio, da Terezinha Martins. Porém, houve registro de 273 lesões corporais graves. Isso é muito preocupante, porque talvez a intenção dessas lesões não fosse simplesmente lesionar. A gente não sabe se, de repente, pode ter havido até alguma tentativa de feminicídio que, indevidamente, foi caracterizada como lesão corporal. São casos em que a gente tem que ficar muito atenta”, alertou Luciana.

Durante a palestra, a psicóloga também destacou que um dos primeiros passos para a proteção das mulheres é saber identificar as diferentes formas de violência, muitas vezes naturalizadas dentro das relações.

“Entre os caminhos para a proteção da mulher, um dos principais passos é conhecer e reconhecer os tipos de violência. A violência doméstica não começa já na agressão ou no feminicídio. Geralmente ela tem início na violência psicológica ou simbólica, que são aquelas violências relacionadas ao menosprezo, à manipulação, à humilhação da mulher. Parece brincadeira, mas, na verdade, a função é violentar a mulher psicologicamente, diminuir o seu valor e afetar a sua autoestima”, explicou.

Entre os pontos trabalhados durante o encontro estiveram também a importância da transformação cultural por meio da educação para a igualdade, a necessidade de campanhas públicas permanentes, o fortalecimento da proteção institucional, o apoio psicológico e jurídico gratuito, a agilidade no cumprimento de medidas protetivas, a autonomia econômica das mulheres e a mobilização social para interromper ciclos de violência.

A implantação de um abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica em Brusque, também ganhou destaque. A reivindicação parte de uma realidade dura: muitas mulheres que sofrem violência não têm para onde ir no momento em que mais precisam de proteção. Sem uma rede de acolhimento imediato no município, elas acabam permanecendo expostas ao agressor ou dependentes de alternativas precárias. Por isso, a criação de um abrigo foi apontada como uma necessidade urgente e uma luta que deve envolver toda a sociedade.

O encontro contou ainda com a participação da vereadora Bete Eccel, que realizou uma dinâmica com as participantes e falou sobre a luta das mulheres, além de apresentar projetos e ações voltados à proteção e à garantia de direitos.

 

Grupo mensal de debate

Como encaminhamento do encontro, ficou definida junto às associadas a criação de um grupo de mulheres com reuniões mensais no sindicato. A proposta é manter um espaço permanente de escuta, acolhimento, troca de experiências e debate sobre temas importantes para a vida das trabalhadoras.

Ao avaliar a iniciativa, Luciana elogiou a mobilização promovida pelo sindicato e destacou a relevância do papel da entidade nesse processo de conscientização.

“O mérito do Sintrivest, é imenso com essa iniciativa de reunir as associadas, para esse movimento que nós fizemos hoje. Nós trouxemos conhecimentos sobre os tipos de violência contra a mulher, porque se você não conhece, você não sabe identificar. Então, isso é muito importante. Parabéns ao sindicato pelo evento e por toda luta”, declarou.

Ao final, Marli Leandro ressaltou que o sindicato cumpriu seu papel ao levar informação e provocar reflexão entre as associadas, mas observou que o tema exige continuidade e mobilização de toda a sociedade.

“É um debate fundamental não só entre nós, mulheres, mas em toda a sociedade. A gente não pode considerar o feminicídio como algo normal na nossa sociedade. Precisamos evoluir, amenizar e reverter esse quadro caótico que a gente tem aqui no nosso Estado e na nossa cidade”, completou.

Em um dos momentos mais simbólicos do encontro, ao final da dinâmica conduzida pela vereadora Bete Eccel, as participantes ecoaram juntas o grito: ‘Mulheres importam’. Já no encerramento da programação, uma nova manifestação coletiva reforçou a mensagem central da atividade: ‘Mulheres vivas’.