Força e posição da mulher na sociedade são temas de evento promovido pelo Sintrivest

A tarde de sábado, 11 de março, foi uma data para enaltecer a força das mulheres na sociedade, durante o evento promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá – Sintrivest. O evento, alusivo ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, reuniu trabalhadoras associadas como também convidadas de sindicatos de outras categorias e da Nova Central Sindical.

O primeiro momento do encontro foi com a terapeuta e assistente social Alessandra Bombassaro, que trouxe como proposta, trabalhar a responsabilidade de amor da mulher, seu poder, sua posição na sociedade, o resgate da sua ancestralidade, a paz interior e a fortificação de sua essência. A vivência despertou emoção e alegria nas participantes, que formaram ao final, um grande círculo no auditório do Sintrivest, onde dançaram, se reconectaram e disseram palavras que representassem seu desejo para o mundo, como amor, respeito, união, sabedoria, igualdade, força, sororidade, coragem, perseverança, alegria, esperança e muitas outras.

Para a palestrante, é de extrema importância o sindicato promover eventos como este, que enaltecem a força do feminino como algo muito significativo dentro da sociedade. “A mulher hoje tem um poder de persuasão, um poder econômico, um poder também do trabalho, de posição política, muito fortes. E é necessário investir nisso para que ela possa se perceber pertencente a um lugar de extrema importância dentro da sociedade”, enfatiza Alessandra.

Já no segundo momento, o evento trabalhou a questão do autocuidado, da beleza exterior, com dicas de Alice Cadore, que fez uma transformação em uma das associadas do Sintrivest, com uma make casual. Elonir Sauressig Fernandes foi sorteada entre as participantes e teve sua beleza ainda mais realçada pelas mãos da profissional Alice. “Eu já estava achando o evento maravilhoso e depois de ser sorteada para a make, foi ainda mais incrível. É a primeira vez que participo de um evento do sindicato e a partir de hoje, não perderei mais nenhum”, conta Elonir entusiasmada.

 

Conhecimento e autocuidado

As associadas Beatriz Bertolini e Adriana de Souza Quaiato procuram participar de todos os eventos promovidos pelo Sintrivest, e contam que cada proposta é sempre uma boa surpresa.

“Eu achei o evento bem diferente, foi bem dinâmico e gostoso de participar. Além disso, é muito legal o sindicato reunir toda a mulherada”, diz Adriana.

“É um momento de aprender, mas também de conhecer mais pessoas e fazer novas amizades”, comenta Beatriz.

Jociele Falcão soube do evento pelo sindicato de sua categoria, o Sintiplasqui. Por meio de uma parceria com o Sintrivest, ela e algumas colegas de trabalho marcaram presença na tarde de sábado e ficaram muito contentes em participar. “Foi uma tarde de nos conhecermos um pouquinho mais, de fazer essa troca. Foi um evento muito válido e emocionante”, frisa.

Para a presidente do Sintrivest, Marli Leandro, promover o evento do Dia da Mulher é sempre muito desafiador, já que o objetivo é trazer algo que seja marcante para as associadas, além de reforçar as lutas e direitos das mulheres na sociedade.

“Mais um ano, mais uma etapa vencida e com sucesso, um evento muito bacana em que tivemos uma participação expressiva das mulheres. Preparamos tudo com muito carinho, porque consideramos que é de fundamental importância essa participação dos trabalhadores e trabalhadoras associados ao sindicato, nos eventos que realizamos. E este evento em especial, em reflexão ao Dia Internacional da Mulher, tem um significado bastante impactante por toda história de luta das mulheres, todos os fatos históricos que geraram o 8 de março. Entendemos que é sempre bom fazermos este debate com as mulheres trabalhadoras, para que possamos mobilizá-las também e definir outras pautas e trabalhos, a fim de levar as demandas das mulheres para a mesa de negociação”, ressalta.

O evento contou ainda com a presença da secretária da Nova Central Sindical e tesoureira da Fetramesc, Adriana Bombassaro Zanella; da presidente do Sindicato de Servidores de Rio Negrinho, Adriana Classar Ribas; da diretora do Sintrafite de Blumenau, Vivian Bertoldi; e da diretora do Sintricomb, Patricia Cestari.

 

Leite foi o vilão da cesta básica do brusquense no último mês

Produto apresentou alta de 13,60%, seguido do arroz e do feijão, que se mantiveram na lista dos que sofreram variação mensal alta

O preço do litro de leite pesou um pouco na mesa do trabalhador e da trabalhadora brusquense. É o que demonstra a Pesquisa da Cesta Básica, realizada pelo Fórum das Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e Região (Fórum Sindical) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e com o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis (Sintrafite). Com variação mensal de 13,60%, o produto lidera a lista dos 13 alimentos que mais subiu no último mês, seguido do arroz (6,02%) e do feijão (4,93%), que já haviam apresentado alta no mês de janeiro.
Já o preço do quilo da batata e do tomate ficou 17,99% mais barato nas gôndolas dos supermercados da cidade. O pão vem na sequência, apresentando uma baixa de 9,34% no preço do quilo e o óleo de 3,20% no valor do litro.

No total, a cesta Básica no município apresentou um custo de R$ 608,36, uma redução de 2,69% se comparada ao mês de janeiro, quando o conjunto de itens básicos para consumo de uma pessoa adulta, resultou em R$ 625,20. Os R$ 608,36 representam 50,51% do valor do salário mínimo nacional líquido, que é de R$ 1.204,35.

“Tivemos uma queda no valor, porém, ainda é muito alto o custo dos alimentos na mesa do trabalhador. Brusque está na 14ª posição como cesta básica mais cara do Brasil, dentro das 18 cidades, sendo 17 delas capitais, onde o DIEESE realiza a pesquisa. Isso que estamos falando no valor de itens básicos para uma pessoa adulta, mas sabemos que não é só isso que o trabalhador tem de despesas. Temos a questão da moradia, da saúde, medicamentos, educação, enfim, para uma família, este valor se multiplica algumas vezes”, ressalta o diretor do Sintrafite, Joel Rodrigues dos Santos, que realiza a coleta dos preços mensalmente no município.

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 779,38), seguida de Florianópolis (R$ 746,95), do Rio de Janeiro (R$ 745,96) e de Porto Alegre (R$ 741,30). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 552,97), Salvador (R$ 596,88) e João Pessoa (R$ 600,10).

Com base na cesta mais cara, que, em fevereiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em fevereiro de 2023, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.547,58, ou 5,03 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.302,00. Em janeiro, o valor necessário era de R$ 6.641,58 e correspondeu a 5,10 vezes o piso mínimo.

Salário mínimo será de R$ 1.320 a partir de maio

O salário mínimo deve ser reajustado para R$ 1.320 a partir de 1º de maio, Dia do Trabalhador, um aumento de 1,3% em relação aos atuais R$ 1.302. Sem uma política de valorização permanente desde 2019, o piso é negociado ano a ano entre Poder Executivo, Congresso Nacional e centrais sindicais durante a discussão do projeto de lei orçamentária. Mas quatro matérias em tramitação no Senado buscam definir critérios objetivos de correção, que preservem o poder aquisitivo do trabalhador.

O projeto mais recente (PL 1.231/2022) é do senador Paulo Paim (PT-RS). O texto define um valor base de R$ 1,3 mil para o salário mínimo em 2023, mais um fator de correção que seria aplicado ano a ano. De acordo com a proposta, neste ano os trabalhadores teriam direito a um aumento adicional correspondente ao dobro da variação real positiva do produto interno bruto (PIB) acumulada em 2022.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta um crescimento de 3,1% no PIB de 2022. Com base nessa previsão, o valor do salário mínimo, de acordo com o projeto de Paulo Paim, seria de R$ 1.380,60 em 2023. O valor é 4,5% superior aos R$ 1.320 que serão pagos a partir de maio.

A proposta prevê outro critério de correção a partir de 2024. O piso seria reajustado pela inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor — INPC) dos últimos 12 meses mais o dobro do crescimento do PIB do ano anterior.

O projeto cria alguns anteparos para o caso de variação nula ou negativa dos fatores de correção. Se o INPC não crescer, por exemplo, o mínimo é corrigido apenas pelo dobro do PIB. Se, por outro lado, o país não crescer, o reajuste se dá apenas pela inflação. Caso não haja variação positiva nem do INPC nem do PIB, o trabalhador recebe pelo menos 1% de aumento em relação ao piso do ano anterior.

“É inegável o baixo valor atual do salário mínimo. O trabalhador brasileiro merece ter uma política de valorização definitiva, que seja uma política de Estado, não sujeita à vontade dos governantes”, argumenta Paim na justificativa do projeto. O texto ainda não foi distribuído para as comissões permanentes do Senado.

‘Capacidade de consumo’

O senador Irajá (PSD-TO) é autor do PL 2.618/2019, que aguarda designação de relator na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). De acordo com o projeto, o salário mínimo deve ser corrigido anualmente pelo INPC, a menos que o índice seja negativo.

Além da recomposição da inflação, o texto assegura um critério de aumento real que deve ser aplicado ao piso durante pelo menos dez anos. O trabalhador teria direito a um reajuste de pelo menos 6% ao ano ou à variação do PIB de dois anos antes — o que for maior. Após dez anos, o Poder Executivo pode alterar o critério de correção, desde que mantenha tanto a recomposição da inflação quanto o critério de aumento real.

“Ao mesmo tempo em que a concessão de reajustes acima da capacidade econômica das empresas pode acarretar danos ao país, a valorização insuficiente do salário mínimo também tem o potencial de ocasionar importante prejuízo à capacidade de consumo da população, o que, por sua vez, propicia reflexos substancialmente negativos às próprias empresas e à recuperação econômica nacional”, afirma Irajá.

‘Importância vital’

A terceira proposta é do senador Eduardo Braga (MDB-AM). O PL 3.137/2019 prevê uma política de valorização do salário mínimo com duração de quatro anos. De acordo com o texto, os trabalhadores teriam direito a uma correção equivalente à taxa de crescimento do PIB per capita de dois anos antes.

O PIB per capita é calculado pela divisão do valor nominal do PIB pelo número de habitantes do país. O índice mede quanto caberia a cada um dos brasileiros se todos recebessem partes iguais dos bens e serviços produzidos durante um ano. Em 2021, último dado disponível, o PIB per capita registrou alta de 3,9% em relação a 2020.

O projeto aguarda designação de relator na CAE. Para Braga, o texto propõe “um meio termo” que leva em conta “os diversos interesses e posições”. “O salário mínimo no Brasil tem uma importância vital como regulador do mercado de trabalho e da própria economia. Buscamos o estabelecimento de um índice cuja variação seja mais branda e, ao mesmo tempo, mais próxima dos reais ganhos de produtividade do trabalho, já que o aumento do PIB per capita passa a ser balizado pelo crescimento populacional”, explica o senador.

‘Momentos de crise’

O projeto mais antigo em tramitação no Senado (PL 605/2019) foi apresentado por seis parlamentares do PT: os senadores Humberto Costa (PE), Jaques Wagner (BA), Paulo Paim e Rogério Carvalho (SE), além de Paulo Rocha (PA) e Jean-Paul Prates (RN), que estão fora de exercício. Segundo os autores, o texto protege o trabalhador dos reveses na economia.

A proposta prevê a correção do piso pela variação anual do INPC. Além disso, durante quatro anos, os trabalhadores teriam direito a um reajuste equivalente ao crescimento do PIB de dois anos antes. O projeto assegura aumento real de pelo menos 1%, caso o país não registre incremento na economia.

“O projeto prevê um ganho real mínimo de 1% para o salário mínimo todos os anos, para que o trabalhador não deixe de ter aumento real em momentos de crise. Deve-se observar que, justamente nos momentos de crise, é necessário aumentar o salário para que haja um aumento da demanda agregada via consumo e a economia volte a crescer”, argumentam os autores na justificativa do projeto. A matéria aguarda relator na CAE.

Fonte: Agência Senado

Arroz e feijão ficaram mais caros na mesa do brusquense

Na pesquisa da Cesta Básica, alimentos apresentaram maior variação mensal no último mês

O preço do arroz e do feijão ficou mais caro na mesa dos trabalhadores brusquenses no último mês. É o que aponta a Pesquisa da Cesta Básica, realizada pelo Fórum das Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e Região (Fórum Sindical) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e com o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis (Sintrafite).

O feijão foi o alimento que apresentou a maior variação mensal em janeiro, ficando 19,97% mais caro o preço por quilo. Depois dele, vem a batata, com variação de 14,55% e em terceiro lugar na lista dos produtos que ficaram mais caros, está o arroz, com variação mensal de 10,18%.

O custo dos 13 itens que compõem o conjunto de alimentos básicos, para uma pessoa adulta consumir durante o mês, ficou em R$ 625,20 em janeiro, uma queda de 1,71% comparado ao valor da cesta básica do mês de dezembro, que ficou R$ 636,10.

Na lista dos mocinhos, ou seja, dos alimentos que apresentaram queda no preço no último mês, estão a banana (-15,96%), o tomate (-12,18%), o açúcar (-4,40%) e o leite (-4,34%). O pão também apresentou queda de 4,22% e representa um valor significativo no total da cesta básica, que prevê um consumo de seis quilos por mês para uma pessoa adulta.

Conforme os dados da pesquisa, a cesta básica de janeiro representou o equivalente a 51,92% do Salário Mínimo Nacional Líquido, que atualmente é de R$ 1.204,25. O custo da Cesta Básica de Brusque ocupa a 13ª colocação, entre as 18 cidades brasileiras nas quais o Departamento realiza a pesquisa, lembrando que 17 delas são capitais.

De acordo com a presidente do Sintrivest e coordenadora do Fórum Sindical, Marli Leandro, é muito importante que a classe trabalhadora tenha essas informações, que saiba qual é o custo de uma cesta básica para si e para sua família. “Tendo esse número, o trabalhador vai fazer cálculos e comparar com o salário que recebe. Qual é a média salarial da nossa cidade e o percentual que uma pessoa gasta de alimentação básica? É uma conta que precisa ser feita, como também uma maior conscientização de todos sobre a valorização salarial”, complementa.

 

 

Sintrivest participa de reunião do Fórum Sindical que define luta por piso mínimo unificado de R$2.000,00 para todas as categorias em 2023

Aumento real de salários e cesta básica também estão entre as reivindicações que serão tratadas igualmente pelos sindicatos em suas negociações coletivas
O Sintrivest participou, por meio de sua presidente Marli Leandro e seu tesoureiro José Gilson Cardoso, da reunião do Fórum das Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e Região (Fórum Sindical), que definiu a luta por um piso mínimo unificado para as categorias representadas pelos sindicatos de trabalhadores integrantes do grupo, de R$ 2.000,00, neste ano de 2023.

O valor foi levantado durante a primeira reunião do Fórum, realizada na tarde de segunda-feira, 13 de fevereiro, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Brusque (Sintrafite).

Marli Leandro, que também é coordenadora do Fórum Sindical, explica que desde o ano passado o grupo tem realizado debates a respeito de trabalhar de forma unificada algumas reivindicações, em suas campanhas salariais. “Até porque vivemos neste município, na região, cujo custo de vida dos trabalhadores é o mesmo, então nada mais justo do que trabalharmos esta pauta específica da questão salarial. Nós elencamos três pontos para trabalharmos de forma conjunta, em especial este, do piso salarial de R$ 2.000,00 às categorias que hoje têm um piso inferior; além disso, vamos reivindicar o aumento real dos salários e uma cesta básica aos trabalhadores e trabalhadoras”, enfatiza.

Atualmente, cada categoria tem um piso salarial diferente no município de Brusque e região. Com uma pauta unificada, os dirigentes sindicais que compõem a base do Fórum Sindical, devem levar às rodadas de negociações, com os sindicatos patronais, as três reivindicações.

“Hoje, cada sindicato possui sua data base, que é aquele mês destinado à correção salarial e à discussão e revisão das condições de trabalho fixadas na Convenção Coletiva. Alguns sindicatos, coincide de ser no mesmo mês, de qualquer forma, nosso compromisso firmado na primeira reunião do ano, é o de apresentar estas reivindicações e lutar pela conquista delas aos trabalhadores de cada categoria”, reforça Marli.

Participação dos trabalhadores

A coordenadora do Fórum Sindical ressalta ainda, a importância da participação dos trabalhadores e trabalhadoras nas assembleias e debates promovidos pelos sindicatos, ao longo do ano, que dizem respeito às campanhas salariais. “É de fundamental importância a participação dos trabalhadores. São eles que aprovam, em assembleia, o percentual de reajuste, o aumento do piso, as cláusulas sociais, ou seja, tudo o que faz parte do rol de reivindicações, que levamos para a mesa de negociação com o sindicato patronal. E todos os sindicatos levam um rol bastante extenso, a cada ano. Infelizmente, em muitos momentos, pouco conseguimos negociar, além de uma reposição de INPC, inflação. E isso se dá também diante de uma pouca participação da classe trabalhadora. A força do sindicato é formada por todos os trabalhadores. Quanto mais pessoas buscando, lutando, participando e reivindicando, isso se refletirá na mesa de negociação. Então esperamos que os trabalhadores se conscientizem e entendam a importância de estar conosco na luta, neste ano de 2023”, complementa.

 

Diretoria do Sintrivest define eventos e ações para o primeiro semestre de 2023

Dentre os eventos está o Desfile das Costureiras, comemorativo aos 10 anos da ação em Brusque, que reúne profissionais da região

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sintrivest) reuniu-se na tarde de segunda-feira, 6 de fevereiro, para a definição dos eventos e ações que serão realizados no primeiro semestre de 2023. O encontro também contou com momento para análise do setor nos municípios de atuação do sindicato, Brusque, Guabiruba e Botuverá.

Dentre os eventos para este semestre, o primeiro está voltado às mulheres do setor, alusivo ao Dia Internacional da Mulher, que deve ser realizado no dia 11 de março. Já no mês de abril, o Sintrivest realiza, no dia 25, Assembleia de Prestação de Contas, um momento importante em que o sindicato reúne os associados e associadas para apresentar os investimentos e receitas do ano anterior. O mês de maio reserva dois eventos significativos: Integração com as mães vestuaristas, no dia 6 de maio; e o tradicional Desfile das Costureiras, no dia 26 de maio, ocasião em que serão celebrados os 10 anos desta ação no município de Brusque.

A presidente do Sintrivest, Marli Leandro, ressalta que todos estes eventos fazem parte do calendário do sindicato há muitos anos e, desta forma, são muito esperados pelos associados e associadas. “Nosso intuito é realizar ações para aproximar, cada vez mais, os trabalhadores da categoria, do sindicato. Estes eventos têm este propósito, de trazer informação, de unir, de valorizar a categoria vestuarista, tão importante às cidades de Brusque e região. Todos os diretores foram unânimes quanto aos eventos neste primeiro semestre e já deixamos o convite aos nossos associados e associadas para prestigiarem”, enfatiza.

Sintrivest distribui material escolar a associados até 3 de fevereiro

Cerca de 1.500 kits foram disponibilizados aos associados e dependentes em idade escolar

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Região (Sintrivest) deu início na última semana, à distribuição de kits de material escolar aos associados e associadas que ainda estudam, e aos seus dependentes em idade escolar. Neste ano, 1.500 kits foram montados pelo sindicato, contemplando todas as faixas etárias escolares e serão distribuídos na sede do sindicato, até o dia 3 de fevereiro.

A presidente do Sintrivest, Marli Leandro, ressalta que o benefício da entrega do material escolar é concedido aos associados há mais de 20 anos e contempla itens básicos da lista solicitada pelas escolas.

“Percebemos ao longo dos anos que este benefício é muito importante, porque ajuda, neste momento de início das aulas, na questão do orçamento familiar. É um valor que as famílias não precisarão dispensar para este fim, podendo usar este recurso em outras demandas. Temos recebido diversos associados e associadas, que nos informam a relevância que tem estes kits de material escolar para a família. Atualmente, por conta de toda carestia, do alto custo de vida, pelas despesas maiores de início de ano, ficamos satisfeitos por promover esta distribuição e contribuir com o orçamento dos trabalhadores. Temos famílias com dois, três filhos, mas outras com quatro, cinco filhos em idade escolar. Se cada criança recebe o seu kit, isso acaba dando uma ajuda muito importante. É por isso que mantemos todos esses anos o benefício da entrega do material escolar e queremos continuar”, revela.

A associada Nádia Pereira dos Santos é mãe de três filhos e garantiu os kits de material escolar do Sintrivest para as crianças. “É um benefício muito importante, porque assim posso utilizar o valor que gastaria comprando tudo isso, em outras necessidades que meus filhos têm. É muito bom poder contar com esta ajuda do sindicato a cada ano”, comenta.

Nos últimos meses de 2022 o Sintrivest fez o investimento na compra dos materiais escolares e mobilizou sua equipe na montagem dos kits, direcionados aos estudantes a partir da educação infantil, até o ensino superior. Cada kit contém materiais específicos, utilizados em cada faixa etária.

 

Quem pode retirar o kit

Têm direito ao benefício os associados e associadas que ainda estudam, como também seus dependentes em idade escolar.

Para fazer a retirada do kit é necessária a apresentação dos seguintes documentos:  carteirinha de sócio em dia e comprovante de matrícula caso o material seja para o próprio associado. Para os dependentes em idade escolar, não é necessário comprovante de matrícula ou lista de materiais.

 

A distribuição de material escolar será realizada até o dia 3 de fevereiro, nos horários de funcionamento da sede do sindicato em Brusque: de segunda-feira à sexta-feira das 8h às 12h e das 13h30 às 18h, ou por agendamento, através do telefone 3351-1373.

“Lembramos ainda que se algum associado não fez sua carteirinha do sindicato, pode fazer no mesmo dia e retirar o material”, complementa a presidente do Sintrivest.

 

Serviço

Entrega de Material Escolar aos Associados Sintrivest

Até 3 de fevereiro

Na sede do Sintrivest

Av. Arno Carlos Gracher, 323 (Beira Rio)

Brusque

Das 8h às 12h e das 13h30 às 18h

 

Entrega de kits de material escolar para associados

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Guabiruba (Sintrivest) realiza entre os dias 17 de janeiro de 2023 a 3 de fevereiro, a entrega dos kits de material escolar.

Associado: programe-se para a retirada em nossa sede.
Mais informações: (47) 3351-1373.

Sintrivest comemora 40 anos de fundação

Prédio do trabalhador vestuarista, inaugurado em 2009, representa a força da categoria

Na noite do dia 26 de outubro, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Bordados, Couro, Calçados e Similares de Brusque e Guabiruba (Sintrivest) comemorou seus 40 anos de fundação. A solenidade, que reuniu lideranças sindicais e trabalhadores vestuaristas, também foi marcada por um coquetel e uma live com o sorteio de presentes, encerrando a promoção de aniversário da entidade.
Fundado em 26 de outubro de 1982, o Sintrivest tem sua trajetória formada por lutas e conquistas que vão além da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e que reforçam seu compromisso genuíno de defender os interesses da classe trabalhadora. “Passamos por momentos de turbulência mas, com coragem, superamos todos os tipos de desafios. O que nos move é a essência e a história do movimento sindical que, pela união de sua categoria, alcança melhores condições de trabalho e de salário para todos”, afirma a atual presidente do Sintrivest, Marli Leandro.

Lideranças prestigiam o evento
O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fetiesc), Idemar Antônio Martini, fez questão de prestigiar o evento. Ele, que já estava envolvido no movimento sindical, acompanhou a fundação do Sintrivest, em Brusque. “É um imenso prazer rememorar esta luta, especialmente pela grandeza que o sindicato alcançou nestes 40 anos de história. O compromisso que seus dirigentes têm pelos trabalhadores vestuaristas é algo que nos enche de orgulho. Hoje, no entanto, reforçamos essa atuação, em busca do equilíbrio da sociedade e de uma melhor distribuição de renda para todos”, afirma.
O presidente do Departamento de Fiação, Vestuário e Tecelagem da Fetiesc, Valmor de Paula, também reconheceu o trabalho do Sintrivest, especialmente na gestão responsável dos recursos, que permitiu a construção do prédio próprio da entidade. “São 40 anos de luta e de renúncia que merecem ser enaltecidos. E o sindicato de Brusque ainda faz justiça à categoria, ao manter em sua presidência uma mulher, já que o setor é formado em 80% por trabalhadoras”, ressalta.
Representando o Fórum das Entidades Sindicais de Brusque e a Nova Central Sindical de Santa Catarina, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (Sintricomb), Izaias Otaviano, também fez uso da palavra. “É motivo de alegria conversar com os companheiros e conhecer este passado de glória. Também nos enche de satisfação acompanhar o trabalho que hoje é desenvolvido, pautado nas necessidades da categoria”, pontua.
Associação dos Profissionais nas Indústrias do Vestuário de Brusque
A história do Sintrivest nasceu do envolvimento de trabalhadores e trabalhadoras vinculados, em sua grande maioria, à indústria Irmãos Krieger S/A, uma potência econômica sediada em Brusque, por volta de 1980. Boa parte das pessoas que formaram a primeira diretoria da entidade, empossada em 13 de março de 1983, eram colaboradores da empresa.
“Tinha 18 anos e vivia em uma ditadura militar. Em 1978 comecei a trabalhar na Krieger e o que mais ouvia do meu encarregado era a necessidade de pedir um aumento de salário, porque ganhávamos pouco”, lembra o atual tesoureiro do Sintrivest, que também já foi presidente da entidade, José Gilson Cardoso.
A primeira instalação do Sintrivest foi em uma sala alugada, na Rua Adriano Schaeffer, 58. Ali, o atendimento acontecia de segunda a sexta-feira, no período da tarde.
Já no início da década de 1990 o sindicato conquistou sua primeira sede própria, na Rua Hercílio Luz, quando intensificou sua atuação social e assistencial, desenvolvida até hoje.

Base feminina
Desde 1987 a atual presidente do Sintrivest, Marli Leandro, é associada ao sindicato. Mas, apenas em 1989 ela passou a integrar a diretoria da entidade, tornando-se, em 2002, a primeira mulher à frente da instituição.
“São cinco mandatos consecutivos, que demonstram o quanto nós, mulheres, temos competência e somos aptas para ocupar os espaços de poder e decisão. Tive a oportunidade de me capacitar junto ao movimento sindical e passei por diversas formações ao aceitar este desafio”, recorda a presidente.
Para ela, a resistência da mulher trabalhadora e sua expressão, através do movimento sindical, é uma forma de quebrar tabus. “Muitos sindicatos, ainda hoje, são liderados por homens. Então, é motivo de orgulho ser presidente e representar uma categoria formada, em sua maioria, por mulheres. É demonstrar que somos capazes de ocupar espaços de poder, decisão e liderança”, enfatiza.

Um marco na história
Passadas quatro décadas, um prédio erguido no Centro de Brusque, mostra a força, a organização e a representatividade dos trabalhadores e trabalhadoras vestuaristas. A sede da entidade, na Avenida Beira Rio, foi inaugurada em 2009, e ampliou o serviço prestado à categoria.
“É a maior conquista do Sintrivest. Compramos o terreno no meu primeiro mandato como presidente. Já as obras iniciaram em 2007 e seguimos até hoje, ampliando e melhorando a estrutura”, comemora Marli.
No dia 1º de setembro de 2013, o Sintrivest inaugurou sua Subsede em Guabiruba, aproximando seu atendimento e serviços dos mais de mil associados à entidade que moram no município.

Sindicato do futuro
Ao completar 40 anos, o sentimento dos dirigentes do Sintrivest é de gratidão e de reverência ao passado. Conduzir à entidade ao futuro, aberta às novas tecnologias e modelos de relação entre o capital e o trabalho passam, diretamente, pelas lições aprendidas durante esta jornada.
“Nunca deixamos de fechar uma Convenção Coletiva, e isso é importante para o trabalhador. Nem sempre alcançamos o reajuste esperado, ou merecido, já que somos responsáveis pela produção da riqueza do país, mas sempre nos esforçamos para isso”, expressa Marli.
A presidente cita os últimos anos, marcados por turbulências nacionais e pela perda de direitos e benefícios. “Continuamos de pé e seremos resistência! Espero ainda ver mais engajamento da classe trabalhadora. Nos fortalecemos pela união, em prol de objetivos que são comuns”, enfatiza.